Regresso ao “normal”

28/Apr/2021

 

O desconfinamento trará enormes desafios, a que não escapa a recuperação da imagem que foi sendo desleixada ao longo dos últimos meses. Mas tal como em muitos outros âmbitos, a pandemia demonstrou que há novas prioridades, a que até a moda tem que ceder, como seja o conforto. E fomos invadidos através dos media com conceitos como comfy wear e loungewear.

Foram várias as fases vividas ao longo dos últimos 14 meses de pandemia de COVID-19, no que respeita ao cuidado com a imagem pessoal. Se por um lado no início do confinamento houve uma preocupação com a atividade física, por outro, o aumento do consumo alimentar e de bebidas alcoólicas e a redução do stress diário laboral, foram fatores determinantes para um aumento de peso numa elevada parcela da população. Os confinamentos que se seguiram assistiram a um generalizado descuido na imagem, na forma de vestir nas poucas saídas à rua e nas apresentações em teletrabalho. O exercício físico foi deixando de ser uma prioridade, sendo derrotado pela Netflix e afins.

 

 

 

 

 

Está na hora de voltar a cuidar da imagem que sofreu por razões várias, direta ou indiretamente relacionadas com os confinamentos a que tivemos sujeitos.

Mas será suficiente apagar os meses de pandemia da memória e regressar a janeiro de 2019, procedendo da mesma forma, apresentando-se do mesmo modo?

O regresso aos locais de trabalho, com a imagem adequada, poderá exigir adaptações no seu guarda-roupa, porque já não é a mesma pessoa na sua essência (quem o é, depois de tudo isto?!), o seu corpo pode ter-se transformado, e até a sua empresa pode ter uma mensagem diferente a transmitir. A interação pessoal com os seus colegas e chefias terá de ser retomada, cordialmente mas respeitando hierarquias que são devidas numa organização. Será fácil depois daquelas reuniões em videochamada em que entraram em casa uns dos outros, invadiram privacidades e expuseram-se de formas que não seria suposto em contexto profissional?

É pois essencial que a sua imagem transmita esse regresso, seguro da sua posição, mas sem animosidades. Com a vantagem que a moda se adaptou ao contexto e criou alternativas mais confortáveis e versáteis (comfy wear), não perdendo a elegância e estilo, permitindo uma transição mais suave nesta fase.