Serão as grandes marcas transparentes para os consumidores?

02/May/2020

A quinta edição do relatório da organização não governamental (ONG) Fashion Revolution (https://issuu.com/fashionrevolution/docs/fr_fashiontransparencyindex2020),  que avalia 250 marcas internacionais, relativamente à informação que divulgam acerca das suas políticas e práticas em termos sociais e ambientais e dos impactos da sua atividade, apresenta o ranking de 2020, das marcas mais transparentes no que respeita às políticas adotadas a nível social e ambiental, as práticas em diferentes pontos da cadeia de fornecimento, as condições e os salários dos trabalhadores, os testes em animais, a rastreabilidade dos produtos, etc.

Esta organização elabora o estudo com base em 250 marcas, cujos rendimentos anuais ultrapassam 400 milhões de dólares, de diferentes segmentos de moda (vestuário, calçado, roupa desportiva,..), abrangendo quer marcas de Fast Fashion, quer marcas de luxo. As políticas são classificadas numa escala percentual. São analisados 220 indicadores sobre a transparência das empresas.

O lugar cimeiro é ocupado pela marca sueca H&M, que é quem tem as melhores práticas em termos de transparência. Segue-se a cadeia também de fast-fashion C&A. Os gigantes de roupa desportiva Adidas e Reebok, lado a lado, ocupam o terceiro lugar. Curiosamente, a Nike, surge bem mais abaixo na posição 16. Inacreditável, mas existem marcas, desta magnitude e responsabilidade, que nada revelam sobre as suas práticas “a não ser questões relacionadas com o recrutamento”, conforme consta do relatório, podendo-se contar dez marcas nesta situação no fim da lista, nomeadamente Max Mara, Pepe Jeans e a Tom Ford.

Deste estudo destaca-se, positivamente, que existem mais marcas a divulgar dados relevantes sobre questões ambientais, deignadamente, sobre a utilização sustentável de materiais, o que pode justificar-se, por outro lado, por uma estratégia comercial....

A falta de transparência quanto aos salários dos trabalhadores das cadeias de fornecimento, por exemplo, continua a ser um dos maiores problemas, contudo.

A análise da transparência vai mais longe, pretendendo-se informar os consumidores de quais os “desafios sistemáticos” as marcas se defrontam, e como se preparam para responder aos mesmos. De acordo com o relatório “a transparência não é um objectivo final, mas sim uma ferramenta de mudança”, que responsabiliza a indústria pelas suas práticas. Por sua vez, os consumidores podem tomar “decisões mais conscientes” porque têm “mais e melhor informação sobre os impactos sociais e ambientais das roupas que compram”.

Ranking

•            Grupo H&M (73%)

•            C&A (70%)

•            Adidas (69%)

•            Reebok (69%)

•            Esprit (64%)

•            Marks &Spencer (60%)

•            Patagonia (60%)

•            The North Face (59%)

•            Timberland (59%)

•            Vans (59%)

•            Wrangler (59%)

•            Puma (57%)

•            ASOS (55%)

•            Converse (55%)

•            Jordan (55%)

•            Nike (55%)

•            United Colours of Benetton (55%)

•            Calvin Klein (54%)

•            Tommy Hilfiger (54%)

•            Van Heusen (54%)

•            Banana Republic (50%)

•            Gap (50%)

•            Old Navy (50%)

 •           Lindex (50%)